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51 wiki · cadastro curado
| Nº | TERMO | TIPO | DEFINIÇÃO | |
|---|---|---|---|---|
| 01 | AcusmáticaestéticaAcousmatic musicMúsica apresentada exclusivamente por alto-falantes, sem performers visíveis. O termo vem de Pierre Schaeffer, que o derivou dos akousmatikoi pitagóricos — discípulos que ouviam o mestre sem vê-lo. A condição acusmática rompe o vínculo entre som e gesto, forçando escuta pura. | estética | Música apresentada exclusivamente por alto-falantes, sem performers visíveis. O termo vem de Pierre Schaeffer, que o derivou dos akousmatikoi pitagóricos — discípulos que ouviam o mestre sem vê-lo. A condição acusmática rompe o vínculo entre som e gesto, forçando escuta pura. | → |
| 02 | Aleatoriedade controladaestéticaControlled indeterminacyTécnica composicional em que o acaso é incorporado dentro de limites definidos pelo compositor — parâmetros fixos com resultados variáveis a cada execução. Associada a Earle Brown, John Cage e Witold Lutosławski. | estética | Técnica composicional em que o acaso é incorporado dentro de limites definidos pelo compositor — parâmetros fixos com resultados variáveis a cada execução. Associada a Earle Brown, John Cage e Witold Lutosławski. | → |
| 03 | AmbisonicstecnologiaSistema de codificação e reprodução de som espacial em três dimensões, desenvolvido nos anos 1970 por Michael Gerzon. Permite representar um campo sonoro completo em qualquer número de canais. Usado em instalações, salas de concerto e realidade virtual. | tecnologia | Sistema de codificação e reprodução de som espacial em três dimensões, desenvolvido nos anos 1970 por Michael Gerzon. Permite representar um campo sonoro completo em qualquer número de canais. Usado em instalações, salas de concerto e realidade virtual. | → |
| 04 | AMMcontextoGrupo britânico de livre improvisação fundado em 1965 por Keith Rowe, Lou Gare e Eddie Prévost. Referência central na prática EAI (Electro-Acoustic Improvisation). Abandonaram a ideia de estilo pessoal em favor de escuta coletiva radical. | contexto | Grupo britânico de livre improvisação fundado em 1965 por Keith Rowe, Lou Gare e Eddie Prévost. Referência central na prática EAI (Electro-Acoustic Improvisation). Abandonaram a ideia de estilo pessoal em favor de escuta coletiva radical. | → |
| 05 | CenacontextoSceneNo contexto do Ruído//BR, "cena" designa o conjunto de práticas, agentes, espaços e redes relacionadas à música experimental, electroacústica e noise — mais amplo que um gênero, mais localizado que uma tradição. Inclui artistas, selos, espaços, publicações, pesquisadores e público. | contexto | No contexto do Ruído//BR, "cena" designa o conjunto de práticas, agentes, espaços e redes relacionadas à música experimental, electroacústica e noise — mais amplo que um gênero, mais localizado que uma tradição. Inclui artistas, selos, espaços, publicações, pesquisadores e público. | → |
| 06 | Circuit BendingpráticaPrática de modificar fisicamente circuitos eletrônicos de aparelhos de consumo (brinquedos, teclados baratos, walkmans) para produzir sons imprevistos. Popularizada por Reed Ghazala nos anos 1960-70. Parte da tradição DIY e da luteria experimental. | prática | Prática de modificar fisicamente circuitos eletrônicos de aparelhos de consumo (brinquedos, teclados baratos, walkmans) para produzir sons imprevistos. Popularizada por Reed Ghazala nos anos 1960-70. Parte da tradição DIY e da luteria experimental. | → |
| 07 | Composição espectralestéticaSpectral musicCorrente surgida em Paris nos anos 1970 (Gérard Grisey, Tristan Murail) que toma o espectro de frequências de um som como material composicional. A harmonia e o timbre derivam diretamente de análises espectrais, frequentemente via computador. | estética | Corrente surgida em Paris nos anos 1970 (Gérard Grisey, Tristan Murail) que toma o espectro de frequências de um som como material composicional. A harmonia e o timbre derivam diretamente de análises espectrais, frequentemente via computador. | → |
| 08 | Death IndustrialestéticaRamificação do power electronics que incorpora elementos de música concreta, drone e dark ambient. Texturas mais atmosféricas que o PE puro, temas de mortalidade e colapso industrial. Referências: Raison d'être, Deutsch Nepal, Brighter Death Now. | estética | Ramificação do power electronics que incorpora elementos de música concreta, drone e dark ambient. Texturas mais atmosféricas que o PE puro, temas de mortalidade e colapso industrial. Referências: Raison d'être, Deutsch Nepal, Brighter Death Now. | → |
| 09 | Difusão acusmáticapráticaPerformance de música eletroacústica em que o compositor ou intérprete projeta o som por um sistema multicânico de alto-falantes (orquestra de alto-falantes), moldando a espacialização em tempo real. | prática | Performance de música eletroacústica em que o compositor ou intérprete projeta o som por um sistema multicânico de alto-falantes (orquestra de alto-falantes), moldando a espacialização em tempo real. | → |
| 10 | DIYcontextoDo It YourselfÉtica e prática de produzir, distribuir e apresentar música fora dos circuitos comerciais convencionais — gravação caseira, prensagem própria, distribuição direta, espaços autogeridos. Central na cultura noise, industrial e de tape labels. | contexto | Ética e prática de produzir, distribuir e apresentar música fora dos circuitos comerciais convencionais — gravação caseira, prensagem própria, distribuição direta, espaços autogeridos. Central na cultura noise, industrial e de tape labels. | → |
| 11 | DroneestéticaMúsica baseada em sons sustentados e lentas evoluções de timbre e textura. De La Monte Young (just intonation drones, anos 1960) a Sunn O))), Eliane Radigue e Phill Niblock. Relacionada a práticas de meditação, microtonalismo e escuta expandida. | estética | Música baseada em sons sustentados e lentas evoluções de timbre e textura. De La Monte Young (just intonation drones, anos 1960) a Sunn O))), Eliane Radigue e Phill Niblock. Relacionada a práticas de meditação, microtonalismo e escuta expandida. | → |
| 12 | EAIestéticaElectro-Acoustic ImprovisationCorrente de livre improvisação que integra instrumentos acústicos e eletrônicos, frequentemente operando em dinâmicas extremamente baixas. Surgiu em Viena e Londres nos anos 1990. Relacionada ao movimento Onkyo japonês. | estética | Corrente de livre improvisação que integra instrumentos acústicos e eletrônicos, frequentemente operando em dinâmicas extremamente baixas. Surgiu em Viena e Londres nos anos 1990. Relacionada ao movimento Onkyo japonês. | → |
| 13 | EBMestéticaElectronic Body MusicGênero surgido no início dos anos 1980 (Front 242, Nitzer Ebb) na interseção entre industrial e música de dança. Ritmos repetitivos, vocais agressivos, temáticas de controle e corpo. Influenciou diretamente o industrial techno e o deconstructed club. | estética | Gênero surgido no início dos anos 1980 (Front 242, Nitzer Ebb) na interseção entre industrial e música de dança. Ritmos repetitivos, vocais agressivos, temáticas de controle e corpo. Influenciou diretamente o industrial techno e o deconstructed club. | → |
| 14 | Ecologia acústicacontextoAcoustic ecologyCampo fundado por R. Murray Schafer (World Soundscape Project, anos 1970) que estuda as relações entre seres humanos e o ambiente sonoro — paisagens sonoras, soundscapes, poluição sonora. Base teórica do field recording artístico. | contexto | Campo fundado por R. Murray Schafer (World Soundscape Project, anos 1970) que estuda as relações entre seres humanos e o ambiente sonoro — paisagens sonoras, soundscapes, poluição sonora. Base teórica do field recording artístico. | → |
| 15 | Espacialização sonoratecnologiaSound spatializationTécnicas de posicionamento e movimento do som no espaço tridimensional — surround, ambisonics, wave field synthesis, VBAP. Central na música eletroacústica, instalações e salas de concerto especializadas como o IRCAM. | tecnologia | Técnicas de posicionamento e movimento do som no espaço tridimensional — surround, ambisonics, wave field synthesis, VBAP. Central na música eletroacústica, instalações e salas de concerto especializadas como o IRCAM. | → |
| 16 | FeedbackpráticaRetorno do sinal de saída para a entrada, criando loops de amplificação que geram frequências e texturas impossíveis por outros meios. Técnica central em noise, free improvisation e na obra de artistas como Jimi Hendrix, Glenn Branca e Merzbow. | prática | Retorno do sinal de saída para a entrada, criando loops de amplificação que geram frequências e texturas impossíveis por outros meios. Técnica central em noise, free improvisation e na obra de artistas como Jimi Hendrix, Glenn Branca e Merzbow. | → |
| 17 | Field RecordingpráticaPrática de gravar sons em ambientes externos ao estúdio — natureza, cidades, objetos, máquinas. Usada como material composicional (musique concrète) e como prática artística autônoma (phonography). Equipamentos vão de gravadores de campo portáteis a hidrofones e microfones de contato. | prática | Prática de gravar sons em ambientes externos ao estúdio — natureza, cidades, objetos, máquinas. Usada como material composicional (musique concrète) e como prática artística autônoma (phonography). Equipamentos vão de gravadores de campo portáteis a hidrofones e microfones de contato. | → |
| 18 | FluxuscontextoMovimento artístico internacional dos anos 1960 que misturou performance, poesia sonora, happening e música experimental. Figuras centrais: George Maciunas, Yoko Ono, Nam June Paik, La Monte Young. Influência fundamental na arte sonora contemporânea. | contexto | Movimento artístico internacional dos anos 1960 que misturou performance, poesia sonora, happening e música experimental. Figuras centrais: George Maciunas, Yoko Ono, Nam June Paik, La Monte Young. Influência fundamental na arte sonora contemporânea. | → |
| 19 | Free JazzestéticaCorrente surgida nos EUA nos anos 1960 (Ornette Coleman, Cecil Taylor, Albert Ayler) que abandonou as progressões harmônicas e estruturas formais do jazz para uma improvisação coletiva radical. Influência direta na livre improvisação europeia. | estética | Corrente surgida nos EUA nos anos 1960 (Ornette Coleman, Cecil Taylor, Albert Ayler) que abandonou as progressões harmônicas e estruturas formais do jazz para uma improvisação coletiva radical. Influência direta na livre improvisação europeia. | → |
| 20 | Harsh NoiseestéticaSubgênero do noise caracterizado por texturas densas, agressivas e de alta intensidade sonora — feedback extremo, distorção total, dinâmicas wall-to-wall. Distingue-se do noise "ambiental" pela intensidade e intenção confrontacional. Merzbow é a referência canônica. | estética | Subgênero do noise caracterizado por texturas densas, agressivas e de alta intensidade sonora — feedback extremo, distorção total, dinâmicas wall-to-wall. Distingue-se do noise "ambiental" pela intensidade e intenção confrontacional. Merzbow é a referência canônica. | → |
| 21 | Harsh Noise WallestéticaHNWSubgênero do harsh noise em que o som é apresentado como uma "parede" estática e imóvel — sem variação dinâmica, sem desenvolvimento, sem começo ou fim perceptível. A estase absoluta como posição estética. | estética | Subgênero do harsh noise em que o som é apresentado como uma "parede" estática e imóvel — sem variação dinâmica, sem desenvolvimento, sem começo ou fim perceptível. A estase absoluta como posição estética. | → |
| 22 | IndustrialestéticaGênero surgido no fim dos anos 1970 (Throbbing Gristle, SPK, Einstürzende Neubauten) que incorporou ruído industrial, amostras perturbadoras, ética de confronto e questionamento dos limites da arte e do corpo. Base para power electronics, EBM e death industrial. | estética | Gênero surgido no fim dos anos 1970 (Throbbing Gristle, SPK, Einstürzende Neubauten) que incorporou ruído industrial, amostras perturbadoras, ética de confronto e questionamento dos limites da arte e do corpo. Base para power electronics, EBM e death industrial. | → |
| 23 | Industrial TechnoestéticaConvergência entre techno e música industrial surgida no fim dos anos 2000. Batidas pesadas, texturas metálicas, atmosferas opressivas. Referências: Surgeon, Paula Temple, Blawan, Regis. | estética | Convergência entre techno e música industrial surgida no fim dos anos 2000. Batidas pesadas, texturas metálicas, atmosferas opressivas. Referências: Surgeon, Paula Temple, Blawan, Regis. | → |
| 24 | IRCAMcontextoInstitut de Recherche et Coordination Acoustique/MusiqueCentro de pesquisa e criação musical em Paris, fundado em 1977 por Pierre Boulez. Referência mundial em composição espectral, síntese sonora, espacialização e desenvolvimento de tecnologias musicais (Max/MSP nasceu ali). Oferece residências e comissões para compositores. | contexto | Centro de pesquisa e criação musical em Paris, fundado em 1977 por Pierre Boulez. Referência mundial em composição espectral, síntese sonora, espacialização e desenvolvimento de tecnologias musicais (Max/MSP nasceu ali). Oferece residências e comissões para compositores. | → |
| 25 | JapanoisecontextoCena de noise surgida no Japão nos anos 1980, marcada pela intensidade extrema, performance física e figura do artista-autor prolífico. Merzbow (Masami Akita), Hanatarash (Yamatsuka Eye), Hijokaidan, C.C.C.C. Influência global enorme na cultura noise. | contexto | Cena de noise surgida no Japão nos anos 1980, marcada pela intensidade extrema, performance física e figura do artista-autor prolífico. Merzbow (Masami Akita), Hanatarash (Yamatsuka Eye), Hijokaidan, C.C.C.C. Influência global enorme na cultura noise. | → |
| 26 | Just IntonationtecnologiaSistema de afinação baseado em razões de números inteiros, em oposição ao temperamento igual. Produz intervalos "puros" matematicamente mas incompatíveis com a música tonal ocidental moderna. Usado por La Monte Young, Harry Partch e no contexto do drone e da música espectral. | tecnologia | Sistema de afinação baseado em razões de números inteiros, em oposição ao temperamento igual. Produz intervalos "puros" matematicamente mas incompatíveis com a música tonal ocidental moderna. Usado por La Monte Young, Harry Partch e no contexto do drone e da música espectral. | → |
| 27 | Live CodingpráticaPrática de escrever e modificar código em tempo real como performance musical ou visual, geralmente com o código projetado para a audiência. Softwares: Tidal Cycles, SuperCollider, Sonic Pi, Hydra (visual). Comunidade organizada em torno do TOPLAP. | prática | Prática de escrever e modificar código em tempo real como performance musical ou visual, geralmente com o código projetado para a audiência. Softwares: Tidal Cycles, SuperCollider, Sonic Pi, Hydra (visual). Comunidade organizada em torno do TOPLAP. | → |
| 28 | Livre ImprovisaçãoestéticaFree ImprovisationPrática musical sem partitura, sem convenções de gênero e sem hierarquia entre performers — o material emerge exclusivamente da escuta coletiva no momento da performance. Derek Bailey cunhou o termo "non-idiomatic improvisation" para diferenciá-la do jazz e outras improvisações idiomáticas. | estética | Prática musical sem partitura, sem convenções de gênero e sem hierarquia entre performers — o material emerge exclusivamente da escuta coletiva no momento da performance. Derek Bailey cunhou o termo "non-idiomatic improvisation" para diferenciá-la do jazz e outras improvisações idiomáticas. | → |
| 29 | LowercaseestéticaSubcorrente do EAI caracterizada por sons extremamente discretos — quase inaudíveis, operando no limiar da percepção. O nome foi dado por Steve Roden. Valoriza a atenção intensificada do ouvinte e o contexto acústico do espaço de escuta. | estética | Subcorrente do EAI caracterizada por sons extremamente discretos — quase inaudíveis, operando no limiar da percepção. O nome foi dado por Steve Roden. Valoriza a atenção intensificada do ouvinte e o contexto acústico do espaço de escuta. | → |
| 30 | Luteria experimentalpráticaExperimental lutherie / instrument buildingConstrução de instrumentos fora dos padrões estabelecidos — instrumentos preparados, objetos sonoros, circuitos customizados, esculturas sonoras. De Harry Partch (instrumentos para just intonation) a Hugh Davies e Nicolas Collins. | prática | Construção de instrumentos fora dos padrões estabelecidos — instrumentos preparados, objetos sonoros, circuitos customizados, esculturas sonoras. De Harry Partch (instrumentos para just intonation) a Hugh Davies e Nicolas Collins. | → |
| 31 | Max/MSPtecnologiaAmbiente de programação visual para síntese sonora, processamento em tempo real e interatividade, desenvolvido no IRCAM por Miller Puckette (anos 1980) e depois comercializado pela Cycling '74. Padrão de facto em música eletrônica ao vivo e instalações interativas. | tecnologia | Ambiente de programação visual para síntese sonora, processamento em tempo real e interatividade, desenvolvido no IRCAM por Miller Puckette (anos 1980) e depois comercializado pela Cycling '74. Padrão de facto em música eletrônica ao vivo e instalações interativas. | → |
| 32 | MicrotonalismoestéticaMicrotonalismUso de intervalos menores que o semitom do temperamento igual ocidental. Inclui quartos de tom, oitavos de tom, afinações espectrais e just intonation. Compositores: Alois Hába, Harry Partch, Gérard Grisey, Georg Friedrich Haas, Mirceia Tiberian. | estética | Uso de intervalos menores que o semitom do temperamento igual ocidental. Inclui quartos de tom, oitavos de tom, afinações espectrais e just intonation. Compositores: Alois Hába, Harry Partch, Gérard Grisey, Georg Friedrich Haas, Mirceia Tiberian. | → |
| 33 | Musique ConcrèteestéticaGênero criado por Pierre Schaeffer em Paris (1948) a partir da manipulação de sons gravados — sons do mundo real transformados em material musical. A inversão da relação tradicional entre notação e som: o som como objeto, não como símbolo de algo. | estética | Gênero criado por Pierre Schaeffer em Paris (1948) a partir da manipulação de sons gravados — sons do mundo real transformados em material musical. A inversão da relação tradicional entre notação e som: o som como objeto, não como símbolo de algo. | → |
| 34 | NetlabelcontextoSelo fonográfico que distribui exclusivamente por meios digitais (download, streaming), frequentemente com licenças Creative Commons. Proliferou nos anos 2000 como alternativa de custo zero para músicos experimentais. | contexto | Selo fonográfico que distribui exclusivamente por meios digitais (download, streaming), frequentemente com licenças Creative Commons. Proliferou nos anos 2000 como alternativa de custo zero para músicos experimentais. | → |
| 35 | No-Input MixingpráticaTécnica de usar uma mesa de mixagem sem entradas externas — o ruído e o feedback da própria mesa tornam-se o material musical. Popularizada por Toshimaru Nakamura. Produz sons imprevisíveis e altamente sensíveis ao toque. | prática | Técnica de usar uma mesa de mixagem sem entradas externas — o ruído e o feedback da própria mesa tornam-se o material musical. Popularizada por Toshimaru Nakamura. Produz sons imprevisíveis e altamente sensíveis ao toque. | → |
| 36 | NoiseestéticaCampo amplo que usa ruído — tecnicamente, sinal sem periodicidade definida — como material musical primário. Inclui do harsh noise ao noise ambiental, do power electronics ao noise rock. Filosófica e historicamente ligado à negação da "musicalidade" como critério estético. | estética | Campo amplo que usa ruído — tecnicamente, sinal sem periodicidade definida — como material musical primário. Inclui do harsh noise ao noise ambiental, do power electronics ao noise rock. Filosófica e historicamente ligado à negação da "musicalidade" como critério estético. | → |
| 37 | OnkyoestéticaCena de improvisação experimental surgida em Tóquio no final dos anos 1990, caracterizada pela extrema economia de meios, dinâmicas mínimas e longos silêncios. Nome dado à corrente pelo crítico Masahiro Uemura. Artistas: Toshimaru Nakamura, Otomo Yoshihide, Sachiko M. | estética | Cena de improvisação experimental surgida em Tóquio no final dos anos 1990, caracterizada pela extrema economia de meios, dinâmicas mínimas e longos silêncios. Nome dado à corrente pelo crítico Masahiro Uemura. Artistas: Toshimaru Nakamura, Otomo Yoshihide, Sachiko M. | → |
| 38 | PhonographypráticaPrática de field recording como forma de arte autônoma — não como matéria-prima para composição, mas como objeto artístico completo. Termo cunhado por Alan Licht. A gravação documenta e interpreta o ambiente ao mesmo tempo. | prática | Prática de field recording como forma de arte autônoma — não como matéria-prima para composição, mas como objeto artístico completo. Termo cunhado por Alan Licht. A gravação documenta e interpreta o ambiente ao mesmo tempo. | → |
| 39 | Poesia sonoraestéticaSound poetryPrática na fronteira entre poesia e música, em que a dimensão sonora da linguagem é explorada além do sentido semântico — fonemas, ruído vocal, fragmentação, glossolalia. De Hugo Ball (Dadá, 1916) a Henri Chopin, Jaap Blonk e Arrigo Barnabé. | estética | Prática na fronteira entre poesia e música, em que a dimensão sonora da linguagem é explorada além do sentido semântico — fonemas, ruído vocal, fragmentação, glossolalia. De Hugo Ball (Dadá, 1916) a Henri Chopin, Jaap Blonk e Arrigo Barnabé. | → |
| 40 | Power ElectronicsestéticaSubgênero do industrial surgido no início dos anos 1980 (William Bennett/Whitehouse) caracterizado por feedback extremo, vocais distorcidos e temáticas de violência, transgressão e poder. Distingue-se do noise pela presença vocal e pela intenção explicitamente provocadora. | estética | Subgênero do industrial surgido no início dos anos 1980 (William Bennett/Whitehouse) caracterizado por feedback extremo, vocais distorcidos e temáticas de violência, transgressão e poder. Distingue-se do noise pela presença vocal e pela intenção explicitamente provocadora. | → |
| 41 | Pure Data (Pd)tecnologiaAmbiente de programação visual para processamento sonoro e multimídia, criado por Miller Puckette como alternativa open-source ao Max/MSP. Amplamente usado em contextos acadêmicos e por artistas que preferem software livre. | tecnologia | Ambiente de programação visual para processamento sonoro e multimídia, criado por Miller Puckette como alternativa open-source ao Max/MSP. Amplamente usado em contextos acadêmicos e por artistas que preferem software livre. | → |
| 42 | ReductionismestéticaReductionist musicCorrente europeia dos anos 1990-2000 que radicalizou a economia de meios do EAI — pouquíssimas notas, silêncios longos, texturas quase inaudíveis. Associada ao selo austriaco Erstwhile Records e artistas como Radu Malfatti e Burkhard Beins. | estética | Corrente europeia dos anos 1990-2000 que radicalizou a economia de meios do EAI — pouquíssimas notas, silêncios longos, texturas quase inaudíveis. Associada ao selo austriaco Erstwhile Records e artistas como Radu Malfatti e Burkhard Beins. | → |
| 43 | Síntese granulartecnologiaGranular synthesisTécnica de síntese que decompõe o som em milhares de "grãos" (fragmentos de milissegundos) e os reorganiza. Permite manipulações impossíveis no domínio contínuo — time-stretching sem mudança de pitch, nuvens de textura, dissolução de sons concretos. Baseada nas teorias de Curtis Roads e Iannis Xenakis. | tecnologia | Técnica de síntese que decompõe o som em milhares de "grãos" (fragmentos de milissegundos) e os reorganiza. Permite manipulações impossíveis no domínio contínuo — time-stretching sem mudança de pitch, nuvens de textura, dissolução de sons concretos. Baseada nas teorias de Curtis Roads e Iannis Xenakis. | → |
| 44 | Síntese modulartecnologiaSistema de síntese sonora composto por módulos independentes (osciladores, filtros, envelopes, sequenciadores) interconectados por cabos (patch cables). Formatos: Eurorack (padrão atual), Moog, Buchla. Cada patch é único e muitas vezes irreprodutível. | tecnologia | Sistema de síntese sonora composto por módulos independentes (osciladores, filtros, envelopes, sequenciadores) interconectados por cabos (patch cables). Formatos: Eurorack (padrão atual), Moog, Buchla. Cada patch é único e muitas vezes irreprodutível. | → |
| 45 | SuperCollidertecnologiaLinguagem de programação e ambiente de síntese sonora open-source criado por James McCartney (1996). Altamente flexível para síntese em tempo real, composição algorítmica e instalações. Padrão acadêmico e preferência de artistas de live coding. | tecnologia | Linguagem de programação e ambiente de síntese sonora open-source criado por James McCartney (1996). Altamente flexível para síntese em tempo real, composição algorítmica e instalações. Padrão acadêmico e preferência de artistas de live coding. | → |
| 46 | Tape LabelcontextoSelo que distribui música em fita cassete, geralmente em tiragens muito pequenas (10–200 cópias), frequentemente numeradas e com arte manual. Ressurgiu nos anos 2000-2010 como formato físico de escolha para noise, experimental e lo-fi. | contexto | Selo que distribui música em fita cassete, geralmente em tiragens muito pequenas (10–200 cópias), frequentemente numeradas e com arte manual. Ressurgiu nos anos 2000-2010 como formato físico de escolha para noise, experimental e lo-fi. | → |
| 47 | Técnica estendidapráticaExtended techniqueUso de instrumentos convencionais de maneiras não previstas pela técnica clássica — arco no piano, sopro percussivo, multifônicos, preparações. Explorado por John Cage (piano preparado), Helmut Lachenmann (musique concrète instrumentale) e a maioria dos improvisadores contemporâneos. | prática | Uso de instrumentos convencionais de maneiras não previstas pela técnica clássica — arco no piano, sopro percussivo, multifônicos, preparações. Explorado por John Cage (piano preparado), Helmut Lachenmann (musique concrète instrumentale) e a maioria dos improvisadores contemporâneos. | → |
| 48 | Tidal CyclestecnologiaLinguagem de live coding criada por Alex McLean, especializada em padrões rítmicos e polifonia cíclica. Roda em cima do SuperCollider. Uma das ferramentas centrais da comunidade TOPLAP. | tecnologia | Linguagem de live coding criada por Alex McLean, especializada em padrões rítmicos e polifonia cíclica. Roda em cima do SuperCollider. Uma das ferramentas centrais da comunidade TOPLAP. | → |
| 49 | TOPLAPcontextoOrganização informal global fundada em 2004 para promover live coding. Defende o manifesto "show us your screens" — código sempre visível para a audiência. Coordena eventos como Algorave. | contexto | Organização informal global fundada em 2004 para promover live coding. Defende o manifesto "show us your screens" — código sempre visível para a audiência. Coordena eventos como Algorave. | → |
| 50 | Voz estendidapráticaExtended voiceExploração vocal além do canto convencional — multifônicos, sussurros amplificados, glossolalia, throat singing, overblowing, manipulação eletrônica da voz em tempo real. Joan La Barbara e Diamanda Galás são referências centrais. | prática | Exploração vocal além do canto convencional — multifônicos, sussurros amplificados, glossolalia, throat singing, overblowing, manipulação eletrônica da voz em tempo real. Joan La Barbara e Diamanda Galás são referências centrais. | → |
| 51 | Wave Field SynthesistecnologiaWFSTecnologia de espacialização sonora que recria fisicamente frentes de onda, permitindo que o ouvinte perceba fontes sonoras dentro ou além dos alto-falantes — ao contrário do stereo ou surround, que criam apenas ilusões. Requer grandes arrays de alto-falantes. | tecnologia | Tecnologia de espacialização sonora que recria fisicamente frentes de onda, permitindo que o ouvinte perceba fontes sonoras dentro ou além dos alto-falantes — ao contrário do stereo ou surround, que criam apenas ilusões. Requer grandes arrays de alto-falantes. | → |