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Termos, correntes, práticas e tecnologias da música experimental, electroacústica, noise e campos afins — com hipertexto, histórico e crédito. Escrita pela comunidade, revisada pela curadoria: sugira um verbete.
Grupo britânico de livre improvisação fundado em 1965 por Keith Rowe, Lou Gare e Eddie Prévost. Referência central na prática EAI (Electro-Acoustic Improvisation). Abandonaram a ideia de estilo pessoal em favor de escuta coletiva radical.
Prévost, Eddie. No Sound is Innocent. Matching Tye: Copula, 1995.
FALTA UM TERMO?
O glossário é um documento vivo e curado. Sugestões de novos verbetes passam por revisão editorial antes de publicação.
No contexto do Ruído//BR, "cena" designa o conjunto de práticas, agentes, espaços e redes relacionadas à música experimental, electroacústica e noise — mais amplo que um gênero, mais localizado que uma tradição. Inclui artistas, selos, espaços, publicações, pesquisadores e público.
Bennett, Andy; Peterson, Richard A. (eds). Music Scenes. Nashville: Vanderbilt University Press, 2004.
Ética e prática de produzir, distribuir e apresentar música fora dos circuitos comerciais convencionais — gravação caseira, prensagem própria, distribuição direta, espaços autogeridos. Central na cultura noise, industrial e de tape labels.
Spencer, Amy. DIY: The Rise of Lo-Fi Culture. London: Marion Boyars, 2005.
Campo fundado por R. Murray Schafer (World Soundscape Project, anos 1970) que estuda as relações entre seres humanos e o ambiente sonoro — paisagens sonoras, soundscapes, poluição sonora. Base teórica do field recording artístico.
Schafer, R. Murray. The Tuning of the World. New York: Knopf, 1977.
Movimento artístico internacional dos anos 1960 que misturou performance, poesia sonora, happening e música experimental. Figuras centrais: George Maciunas, Yoko Ono, Nam June Paik, La Monte Young. Influência fundamental na arte sonora contemporânea.
Smith, Owen. Fluxus: The History of an Attitude. San Diego: San Diego State University Press, 1998.
Centro de pesquisa e criação musical em Paris, fundado em 1977 por Pierre Boulez. Referência mundial em composição espectral, síntese sonora, espacialização e desenvolvimento de tecnologias musicais (Max/MSP nasceu ali). Oferece residências e comissões para compositores.
Cena de noise surgida no Japão nos anos 1980, marcada pela intensidade extrema, performance física e figura do artista-autor prolífico. Merzbow (Masami Akita), Hanatarash (Yamatsuka Eye), Hijokaidan, C.C.C.C. Influência global enorme na cultura noise.
Novak, David. Japanoise: Music at the Edge of Circulation. Durham: Duke University Press, 2013.
Selo fonográfico que distribui exclusivamente por meios digitais (download, streaming), frequentemente com licenças Creative Commons. Proliferou nos anos 2000 como alternativa de custo zero para músicos experimentais.
Selo que distribui música em fita cassete, geralmente em tiragens muito pequenas (10–200 cópias), frequentemente numeradas e com arte manual. Ressurgiu nos anos 2000-2010 como formato físico de escolha para noise, experimental e lo-fi.
Organização informal global fundada em 2004 para promover live coding. Defende o manifesto "show us your screens" — código sempre visível para a audiência. Coordena eventos como Algorave.