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Termos, correntes, práticas e tecnologias da música experimental, electroacústica, noise e campos afins — com hipertexto, histórico e crédito. Escrita pela comunidade, revisada pela curadoria: sugira um verbete.
Sistema de codificação e reprodução de som espacial em três dimensões, desenvolvido nos anos 1970 por Michael Gerzon. Permite representar um campo sonoro completo em qualquer número de canais. Usado em instalações, salas de concerto e realidade virtual.
Gerzon, Michael. "Periphony: With-height sound reproduction." J. Audio Eng. Soc. 21.1 (1973): 2-10.
FALTA UM TERMO?
O glossário é um documento vivo e curado. Sugestões de novos verbetes passam por revisão editorial antes de publicação.
Técnicas de posicionamento e movimento do som no espaço tridimensional — surround, ambisonics, wave field synthesis, VBAP. Central na música eletroacústica, instalações e salas de concerto especializadas como o IRCAM.
Sistema de afinação baseado em razões de números inteiros, em oposição ao temperamento igual. Produz intervalos "puros" matematicamente mas incompatíveis com a música tonal ocidental moderna. Usado por La Monte Young, Harry Partch e no contexto do drone e da música espectral.
Partch, Harry. Genesis of a Music. 2nd ed. New York: Da Capo, 1974.
Ambiente de programação visual para síntese sonora, processamento em tempo real e interatividade, desenvolvido no IRCAM por Miller Puckette (anos 1980) e depois comercializado pela Cycling '74. Padrão de facto em música eletrônica ao vivo e instalações interativas.
Puckette, Miller. The Theory and Technique of Electronic Music. Singapore: World Scientific, 2007.
Ambiente de programação visual para processamento sonoro e multimídia, criado por Miller Puckette como alternativa open-source ao Max/MSP. Amplamente usado em contextos acadêmicos e por artistas que preferem software livre.
Puckette, Miller. The Theory and Technique of Electronic Music. Singapore: World Scientific, 2007.
Técnica de síntese que decompõe o som em milhares de "grãos" (fragmentos de milissegundos) e os reorganiza. Permite manipulações impossíveis no domínio contínuo — time-stretching sem mudança de pitch, nuvens de textura, dissolução de sons concretos. Baseada nas teorias de Curtis Roads e Iannis Xenakis.
Roads, Curtis. Microsound. Cambridge: MIT Press, 2001.
Sistema de síntese sonora composto por módulos independentes (osciladores, filtros, envelopes, sequenciadores) interconectados por cabos (patch cables). Formatos: Eurorack (padrão atual), Moog, Buchla. Cada patch é único e muitas vezes irreprodutível.
Linguagem de programação e ambiente de síntese sonora open-source criado por James McCartney (1996). Altamente flexível para síntese em tempo real, composição algorítmica e instalações. Padrão acadêmico e preferência de artistas de live coding.
Wilson, Scott; Cottle, David; Collins, Nick (eds). The SuperCollider Book. Cambridge: MIT Press, 2011.
Linguagem de live coding criada por Alex McLean, especializada em padrões rítmicos e polifonia cíclica. Roda em cima do SuperCollider. Uma das ferramentas centrais da comunidade TOPLAP.
McLean, Alex. Making Programming Languages to Dance to: Live Coding with Tidal. ACM SIGPLAN, 2014.
Tecnologia de espacialização sonora que recria fisicamente frentes de onda, permitindo que o ouvinte perceba fontes sonoras dentro ou além dos alto-falantes — ao contrário do stereo ou surround, que criam apenas ilusões. Requer grandes arrays de alto-falantes.
Berkhout, A. J. "A Holographic Approach to Acoustic Control." J. Audio Eng. Soc. 36.12 (1988): 977-995.