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Termos, correntes, práticas e tecnologias da música experimental, electroacústica, noise e campos afins — com hipertexto, histórico e crédito. Escrita pela comunidade, revisada pela curadoria: sugira um verbete.
Prática de modificar fisicamente circuitos eletrônicos de aparelhos de consumo (brinquedos, teclados baratos, walkmans) para produzir sons imprevistos. Popularizada por Reed Ghazala nos anos 1960-70. Parte da tradição DIY e da luteria experimental.
Ghazala, Reed. Circuit-Bending: Build Your Own Alien Instruments. Indianapolis: Wiley, 2005.
FALTA UM TERMO?
O glossário é um documento vivo e curado. Sugestões de novos verbetes passam por revisão editorial antes de publicação.
Performance de música eletroacústica em que o compositor ou intérprete projeta o som por um sistema multicânico de alto-falantes (orquestra de alto-falantes), moldando a espacialização em tempo real.
Harrison, Jonty. "Sound, space, sculpture: some thoughts on the 'what', 'how' and 'why' of sound diffusion." Organised Sound 3.2 (1998): 117-127.
Retorno do sinal de saída para a entrada, criando loops de amplificação que geram frequências e texturas impossíveis por outros meios. Técnica central em noise, free improvisation e na obra de artistas como Jimi Hendrix, Glenn Branca e Merzbow.
Prática de gravar sons em ambientes externos ao estúdio — natureza, cidades, objetos, máquinas. Usada como material composicional (musique concrète) e como prática artística autônoma (phonography). Equipamentos vão de gravadores de campo portáteis a hidrofones e microfones de contato.
Lane, Cathy; Carlyle, Angus (eds). In the Field: The Art of Field Recording. Axminster: Uniformbooks, 2013.
Prática de escrever e modificar código em tempo real como performance musical ou visual, geralmente com o código projetado para a audiência. Softwares: Tidal Cycles, SuperCollider, Sonic Pi, Hydra (visual). Comunidade organizada em torno do TOPLAP.
Collins, Nick; McLean, Alex; Rohrhuber, Julian; Ward, Adrian. "Live Coding in Laptop Performance." Organised Sound 8.3 (2003): 321-330.
Construção de instrumentos fora dos padrões estabelecidos — instrumentos preparados, objetos sonoros, circuitos customizados, esculturas sonoras. De Harry Partch (instrumentos para just intonation) a Hugh Davies e Nicolas Collins.
Collins, Nicolas. Handmade Electronic Music: The Art of Hardware Hacking. New York: Routledge, 2006.
Técnica de usar uma mesa de mixagem sem entradas externas — o ruído e o feedback da própria mesa tornam-se o material musical. Popularizada por Toshimaru Nakamura. Produz sons imprevisíveis e altamente sensíveis ao toque.
Prática de field recording como forma de arte autônoma — não como matéria-prima para composição, mas como objeto artístico completo. Termo cunhado por Alan Licht. A gravação documenta e interpreta o ambiente ao mesmo tempo.
Uso de instrumentos convencionais de maneiras não previstas pela técnica clássica — arco no piano, sopro percussivo, multifônicos, preparações. Explorado por John Cage (piano preparado), Helmut Lachenmann (musique concrète instrumentale) e a maioria dos improvisadores contemporâneos.
Bartolozzi, Bruno. New Sounds for Woodwind. London: Oxford University Press, 1967.
Exploração vocal além do canto convencional — multifônicos, sussurros amplificados, glossolalia, throat singing, overblowing, manipulação eletrônica da voz em tempo real. Joan La Barbara e Diamanda Galás são referências centrais.